sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mariana, Flores Azuis



Eu sou o mar, eu sou o vento
A liberdade e o devir
Todo e qualquer conhecimento
Que na estrada adquirir

Amazona que domina
De Cupido a Prometeu
Esta luz que me ilumina
Vem de dentro, é o Meu Deus

Fui trazida aqui na Terra
Com a missão de encantar
Com este Deus ao meu lado
Vivo para iluminar

Vou aos cantos mais escuros
Ao mais gelado coração
Mostrando aos seres em apuros
O caminho da redenção

Coitado é aquele
Que tentar me aprisionar
Cairá em vil pecado
Mostra que não sabe amar

Como uma borboleta
Eu vivo de flor em flor
Polinizo e levo vida
Onde quero ter amor

Para ser o meu amante
Não basta somente querer
Ser viril, confiante
Atributos tem de ter

Fertilmente sigo a vida
Das águas sou feita mulher
E deixo todos na dúvida
Mal me quer, bem me quer

Élbio Ribeiro, 04 de maio de 2013.

Casal do Cosmo



Vou cantar em verso a prosa
De um amor encantador
Matheus Sousa e Rebeca Rosa
Se conheceram no corredor...

Foi bem mais que fulminante
Quando o outro um olhou
Viram os olhos cintilantes
Um pelo outro se admirou

Parecia que em outras vidas
Eles já se conheciam
Perceberam afinidades
Muito eles se pareciam

Começaram a conversar
E logo o Beijo apareceu
Unindo os corpos celestes
Deus, quando viu, agradeceu

Duas almas radiantes
Deixaram fluir o amor
Fazendo da existência
A missão de esplendor

Emanar essa magia 
É para o que foram criados
Se reencontraram nesta vida
Rapidamente namorados

Tudo é só formalidade
Para coisas sem denominação
Pois quem manda no universo
é o poder do coração

De Meriti é o São João 
Lá de onde Matheus vem
Em Irajá também tem muitos santos
Mas Rebeca lá é Zen...

Élbio Ribeiro 

sábado, 23 de março de 2013

Reflexões de um Caminhante

“Caminhante, não há caminho
 O Caminho se faz ao caminhar”

Essa é uma frase  que reflete muito bem o espírito das pessoas que se propõe a ser caminhantes na vida e no esporte.

A caminhada é uma ótima forma de meditação. Algumas pessoas caminham só para pensarem na vida e ali encontram soluções para suas mais profundas questões. Além de tudo é a melhor e mais proveitosa maneira de curtir as paisagens que nos rodeiam.

Em outubro de 2012 tive a oportunidade de realizar uma viagem à Machu Picchu. Fui ao pico desta montanha enevoada que vocês vêem na foto: Huayna Picchu. Fui acompanhando uma menina linda que fazia três anos estava afim dela. Foi maravilhosa a viagem, mas tive pouco tempo de meditação. Ficamos mais viajando um com o outro que propriamente meditando. Mas esta viagem ao Vale Sagrado me deu a certeza de que somos capazes de realizar qualquer coisa. Nós, o espírito humano, somos capazes de coisas impressionantes. O Vale sagrado é prova ainda viva disso.

Mas para ser um caminhante eu tive que sentir na pele algumas coisas:

Não importa a distância, nem a velocidade, o importante é chegar;

Não é possível dar chance mesmo que pequena à uma coisa chamada cansaço. Pensou em cansar já começa em desvantagem. Quando chegar o cansaço é necessário pensar na chegada, no destino, no objetivo. Isto nos trás energias da profundeza da alma;

Planejar é importante, mas coragem é ainda mais. Uma viagem mal planejada pode dar em apuros. Mas mesmo com muito planejamento a adversidade pode aparecer e se você não tiver coragem para enfrentá-la terá de regressar ou ficará no meio do caminho;

Na solidão do caminho, você só pode contar com você mesmo. Confie em si mesmo e pé na estrada;
Caso você não saiba o que está fazendo, tenha certeza que todo o Universo irá conspirar para que tudo corra bem e você cumprirá sua missão;

Tenha resistência, meça sua capacidade antes de começar um caminho muito longo. As pernas doem muito, a sede bate forte e o desgaste de proteínas é muito grande. Conheça bem seu corpo para que ele não sucumba aos desafios da estrada;

Tenha sempre uma câmera fotográfica, a estrada tem grandes revelações pra você, Caminhante!

terça-feira, 12 de março de 2013



Chi-quadrado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

função densidade de probabilidade da distribuição χ²

função distribuição acumulada da distribuição χ²

O coeficiente χ2 ou chi-quadrado é um valor da dispersão para duas variáveis de escala nominal, usado em alguns testes estatísticos. Ele nos diz em que medida é que os valores observados se desviam do valor esperado, caso as duas variáveis não estivessem correlacionadas.

Quanto maior o chi-quadrado (ou Qui-quadrado), mais significante é a relação entre a variável dependente e a variável independente.
Este valor está relacionado com uma distribuição, chamada Distribuição Chi-Quadrado.

A Distribuição Chi-quadrado com k graus de liberdade é a distribuição gama com parâmetros (k/2, 1/2).

Quanto maior o número de casos (n) ou o número de linhas ou colunas da tabela de contingência, maior será o Chi-quadrado. Por isso não faz sentido comparar o Chi-quadrado de duas relações entre variáveis. Para o efeito existem outros coeficientes, entre os quais ocoeficiente de contingência.

A distribuição Chi-quadrado pode ser simulada a partir da distribuição normal. Por definição, se Z_1, Z_2, \ldots Z_k\, forem k distribuições normais padronizadas (ou seja, média 0 e desvio padrão 1) independentes, então a soma de seus quadrados é uma distribuição Chi-quadrado com k graus de liberdade:

\chi^2_k = Z_1^2 + Z_2^2 + \ldots + Z_k^2\,

Um corolário imediato da definição é que a soma de duas Chi-quadrado independentes também é uma Chi-quadrado:
\chi^2_a + \chi^2_b = \chi^2_{a+b}\,

A fórmula do chi-quadrado é:
\chi^2 = \sum{(fo - fe)^2}/fe

No link abaixo um resumo do pessoal da UFPA.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SOMOS UMA SOCIEDADE DESIGUAL




Porque o problema do Brasil não é, isto está no meu último livro, que é o livro do trânsito - “Fé em Deus, Pé na Tábua” - o problema do Brasil não é o problema da desigualdade. A desigualdade é o que aparece na consciência. O problema real, o fundo do iceberg, é a questão da igualdade. Nós somos uma sociedade desigual. Todas as situações de igualdade nós nos sentimos mal. Esse "nós" eu estou falando nós brancos, de classe media, relativamente ilustrados, e que temos uma posição de um certo prestígio, ao longo, dentro de uma comunidade qualquer. Mesmo que você seja um morador de uma comunidade e seja um negro, se você tiver algum prestígio, se você entrar no Banco do Brasil e esperar mais tempo que o necessário com aquela fichinha na mão que agora tem, está muito bem organizado, as pessoas começam a se sentir impacientes. O trânsito é o espaço social onde você vê isso com a maior clareza porque no trânsito tem um componente que é importante e está no livro que se você por acaso desobedecer as regras do trânsito você tem uma sansão, você causa um acidente. O que não acontece por exemplo se você reclamar num banco, ou se você for mal educado numa fila, por exemplo, da barca pra Niterói, (Câmera fecha close no Matta) ou de um ônibus, se você não der o lugar pra uma pessoa deficiente ou pra uma senhora de idade ou pra um senhor de idade, ou aqui na PUC, os meninos sentados nas escadas e eu, não sou mais um jovem, não posso segurar no corrimão pra descer, não tenho segurança pra descer a escada. Então, esse tipo de, essa discussão, esse é o grande desafio brasileiro. 

E como é que você chega na igualdade? Aí entra a importância de um autor como Tocqueville. O que impressiona ele nos Estados Unidos de mil oitocentos e trinta e poucos é exatamente, uma sociedade, como é que pode ter um continente, ou meio continente – ou meio continente, naquela época não tinham conquistado o oeste – mais um meio continente igualitário? Onde a política, as pessoas participam da política. Porque a política se faz num sentido local. E é num sentido local que forma a política nacional, porque ele está lá antes da guerra civil, que depois resolve isso. Esses pontos são pontos importantes e eu acho que são desafios que a gente tem que enfrentar nesse final. Porque a gente está quase na metade do Século XXI e continuamos sendo uma sociedade profundamente desigual.